No capítulo 9 do livro de Juízes, Abimeleque, filho de Gideão, busca o poder sobre Siquém e convence os cidadãos a apoiá-lo, argumentando que seria melhor ter um único governante, um de seus próprios parentes, do que os setenta filhos de Gideão. Com o apoio dos siquemitas, Abimeleque reúne um exército e, com a ajuda de mercenários, mata seus irmãos, exceto Jotão, que escapa e pronuncia uma parábola sobre a escolha de um rei, alertando sobre as consequências da ambição e da traição.
Após se tornar rei, Abimeleque governa com tirania, e sua liderança é marcada por conflitos e descontentamento. Eventualmente, ele enfrenta a resistência de uma cidade chamada Tebez, onde é derrotado. Em um ato final de desespero, enquanto tenta queimar a torre da cidade, uma mulher lhe lança uma pedra, ferindo-o mortalmente. Para evitar a desonra de ser morto por uma mulher, Abimeleque pede a um de seus escudeiros que o mate, encerrando assim seu reinado violento e a narrativa de sua ambição desmedida.